Já ouvi essa expressão muitas vezes na minha curta vida: "Nossa, Vinícius, você é magro de ruim", eu ouvia do interlocutor após comer uma porção considerável. Pois parece que agora me tornei finalmente uma boa pessoa. Porque nunca estive tão gordo na minha vida.
A verdade é que também nunca fui, assim, magro. Nunca estive em perfeita forma. Meu abdome sempre esteve muito, muito longe de ser um tanquinho. Mas, dois anos vivendo na Itália, e alguns meses morando fora de casa, em um hotel, numa cidade onde a maior diversão é comer, contribuíram para meu considerável aumento de peso. Minha amiga Camila já disse uma vez que eu tinha "alma de gordo", quando disse que a melhor coisa da Itália não era Roma, Pisa, Coliseu, Vaticano, nada disso... era o sorvete - e pra quem conhece, sabe que isso é verdade. Bem, agora não é só minha alma que é gorda.
Claro, claro, não estou tão gordo assim. 69 quilos, um metro e setenta e quatro. IMC 22,8 - teoricamente estou no meu peso ideal. Mas quando olho no espelho, me espanto. Como cheguei a este ponto? Agora é hora de emagrecer. Tomei esta drástica resolução.
Emagrecer é difícil. Nunca imaginei. O sacrifício de ficar sem comer doces e beber coca-cola é muito grande. Mas, na teoria, vale a pena. Vamos ver. Por enquanto estou resistindo bem. Cortei coca cola e chocolates. Estou jantando salada praticamente todo dia. E olha que eu nunca gostei de salada. Frituras, gorduras, etc., tudo cortado. Academia diariamente. Acabei de voltar da natação. Amanhã é dia de correr. E assim vou vivendo.
Resta saber por quanto tempo eu vou aguentar esta tortura. O ideal seria continuar com a "reeducação" mais radical até perder a barriga, e depois disso, manter o ritmo, reduzir a quantidade de comida, mas uma vez ou outra me permitir alguma gulodice. Aguardem cenas do próximo capítulo.